
Nos próximos quatro dias, Sergipe será o ponto de encontro dos profissionais que contribuem para projetar soluções e construir caminhos para o desenvolvimento do Brasil. Aberta nesta terça-feira, no Centro de Convenções AM Malls, em Aracaju, a 81ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA) coloca em pauta o papel estratégico das engenharias, da agronomia e das geociências diante dos desafios nacionais, especialmente na infraestrutura, na produção, na energia e na formulação de políticas públicas.
A programação aberta nesta terça-feira (13) contou com a participação do governador de Sergipe Fábio Mitidieri, do Ministro de Pesca e Aquicultura, engenheiro de pesca Edipo Araujo; de lideranças do Sistema Confea/Crea e Mútua e demais autoridades, em um ambiente de diálogo entre conhecimento técnico e poder público.

Anfitrião do encontro, o presidente do Crea-SE, engenheiro civil e de segurança do trabalho Dilson Luiz, destacou a importância de sediar o maior evento nacional da área em um ano simbólico para o Conselho, que completa 50 anos de atuação. A realização da SOEA, segundo ele, também abre espaço para apresentar ao Brasil as potencialidades sergipanas, com destaque para a engenharia, o agronegócio e a diversidade da matriz energética estadual.

A presença do governador Fábio Mitidieri reforçou a dimensão institucional do encontro e a interlocução entre o poder público e os profissionais responsáveis por projetos, obras e soluções técnicas essenciais à sociedade. Ao dar as boas-vindas aos participantes, o governador defendeu a ampliação dos investimentos no Nordeste, a valorização da engenharia e o fortalecimento do campo como caminhos para o desenvolvimento regional. Também ressaltou a presença de engenheiros em seu secretariado, associando a formação técnica ao planejamento e à execução das políticas públicas.

Na abertura, o presidente do Confea, engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese, defendeu que o Sistema Confea/Crea vá além da fiscalização e amplie a participação dos profissionais nos debates sobre os desafios nacionais. Para ele, o conhecimento técnico precisa contribuir diretamente para a formulação de soluções em infraestrutura, saneamento e abastecimento de água. “Não é justo um cidadão viver 20 anos apenas por ter nascido em um CEP menos favorecido”, afirmou, ao relacionar as desigualdades de infraestrutura às diferenças nas condições de vida da população.

O ministro da Pesca e Aquicultura, engenheiro de pesca Edipo Araujo, também destacou a contribuição das engenharias, da agronomia e das geociências para a produção de alimentos e o desenvolvimento econômico. Segundo ele, esses profissionais são fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva da pesca e da aquicultura e ampliar a oferta de alimentos de qualidade à população.





